
Qual a melhor forma de rentabilizar um imóvel?
Se tem um imóvel “parado” e quer começar a rentabilizá-lo, o arrendamento pode ser a opção que procura.
Colocar a casa a arrendar pode ajudar a equilibrar despesas, recuperar parte do investimento feito e, quiçá, até gerar lucro.
Neste artigo, apresentamos os diferentes tipos de arrendamento disponíveis, as vantagens e desvantagens de cada um e ajudamos a perceber se arrendar a casa é, ou não, uma boa opção para rentabilizar um imóvel.
Que tipos de arrendamento existem?
⌛ Arrendamento de longa duração
O arrendamento de longa duração é a forma mais clássica de rentabilizar um imóvel.
Neste tipo de arrendamento, os contratos têm uma duração mínima de 1 ano e podem durar até um limite de 30 anos. Por esta razão, oferecem um rendimento estável por um período longo de tempo.
Para divulgar o imóvel, existem várias plataformas disponíveis para o efeito, como é o caso do Idealista e do Imovirtual.
Vantagens do arrendamento de longa duração
✔️ Rendimento passivo e constante
✔️ Gestão baixa do imóvel – após o arrendamento a manutenção é mínima
✔️ Ocupação da casa a tempo integral
Desvantagens do arrendamento de longa duração
✖️ Rendimento diário baixo, porque diluído ao longo do tempo
✖️ Responsabilidade sobre avarias e reparações do imóvel
✖️ Risco de maus inquilinos e eventuais dificuldades no despejo
⏰ Arrendamento de média duração
O arrendamento de média duração define-se por contratos de 1 a 12 meses, e enquadra a categoria de arrendamento para “fins especiais transitórios” descrita na lei.
O arrendamento para estudantes é o melhor exemplo, em que o contrato apresenta a duração de um ano letivo (inferior a 12 meses).
Nesta modalidade, pode optar por arrendar a casa inteira ou apenas uma parte da mesma. No caso do arrendamento parcial, é possível disponibilizar um ou mais quartos, incluindo o acesso a áreas comuns como a sala e a cozinha, mantendo o resto da casa livre.
A Uniplaces e a Spotahome estão entre as plataformas mais populares, em Portugal, para o arrendamento de média duração.
Vantagens do arrendamento de média duração
✔️ Renda geralmente superior à do contrato de longa duração
✔️ Maior flexibilidade para ajustes ao preço
✔️ Menor risco dos efeitos da sazonalidade
Desvantagens do arrendamento de curta duração
✖️ Maior rotatividade de inquilinos exige mais tempo de gestão
✖️ Necessidade manter o imóvel mobilado, pronto a habitar
✖️ Períodos sem ocupação na transição de ano letivo
⏱️ Arrendamento de curta duração
O arrendamento de curta duração inclui o aluguer para férias e o famoso Alojamento Local (AL). Aqui, o imóvel é arrendado por períodos curtos (short rental), com maior potencial de rendimento, especialmente nas zonas com elevada procura turística.
Para este tipo de arrendamento, Airbnb e Booking são alguns dos exemplos de plataformas utilizadas.
Vantagens do arrendamento de curta duração
✔️ Rendimento diário elevado, sobretudo em zonas centrais e em época alta
✔️ Maior flexibilidade na gestão do tempo de ocupação do imóvel
✔️ Possibilidade de utilização mista da casa, entre usufruto próprio e arrendamento
Desvantagens do arrendamento de curta duração
✖️ Rendimento menos previsível e constante
✖️ Necessidade de uma gestão do imóvel mais próxima
✖️ Maior risco de ter períodos sem ocupação
O que difere o arrendamento para férias do Alojamento Local?
Embora ambos se destinem a estadias de curta duração, o arrendamento para férias e o alojamento local apresentam diferenças importantes.
O arrendamento para férias é limitado a um contrato por ano, mas envolve menos burocracias e requisitos legais do que o alojamento local. É indicado para quem pretende rentabilizar o imóvel em épocas específicas, como é o caso do verão.
Por sua vez, o Alojamento Local permite reservas contínuas, mas implica mais burocracias e requisitos legais do que o arrendamento para férias. É uma opção mais focada nos arrendamentos diários ou semanais, e indicada para quem quer transformar o imóvel num negócio turístico.

Qual a melhor opção de arrendamento para o seu imóvel?
Se equaciona avançar com o arrendamento, é importante ter em consideração 2 aspetos, que ditarão qual o tipo de arrendamento é melhor para si e para o seu imóvel.
1. Objetivos e planos futuros
Antes de tomar qualquer decisão, é importante perceber o que quer fazer com a casa, tanto a curto como a longo prazo.
Avalie os planos que traçou para o futuro, pois a escolha do arrendamento poderá influenciar ou até condicioná-los negativamente.
Vejamos 2 exemplos:
A. Um contrato de arrendamento de 10 anos é excelente para ter menos preocupações. Contudo, poderá bloquear planos a curto prazo.
B. O investimento num AL poderá ter um bom retorno. Porém, poderá não ter a disponibilidade exigida para somar a gestão e a manutenção do espaço à sua profissão ou ao seu estilo de vida.
2. Características do imóvel
O tipo de imóvel que possui, assim como os fatores da sua envolvente, são cruciais na decisão.
Faça uma análise cuidadosa e estratégica dos pontos fortes do imóvel. Determinadas características favorecem mais um tipo de arrendamento em detrimento de outros.
De seguida, apresentamos alguns exemplos:
🏖️ Moradia T6 a 5 minutos da praia
Oportunidade de criar um AL, com arrendamento individual de quartos. Logo, o arrendamento de curta duração seria o melhor.
🏢 Apartamento T3 junto a uma Universidade
A proximidade a uma Universidade coloca imediatamente em hipótese o arrendamento de média duração, direcionando o arrendamento a estudantes.
🏔️ Quinta com jardim e piscina no interior
Neste caso, pode aproveitar o seu imóvel ao longo do ano e, durante 1 mês, fazer um dinheiro extra com um contrato de curta duração (famílias em busca de uma refúgio relaxante e uma pausa da cidade). O detalhe interessante é que o estatuto de AL não é obrigatório, desde que faça apenas um contrato por ano.
Será melhor arrendar ou vender?
Por vezes, do ponto de vista da rentabilidade, o arrendamento nem sempre é a melhor escolha, especialmente na modalidade da longa duração.
Consequentemente, há ferramentas que pode usar para calcular a rentabilidade e comparar cenários. A Yield e o PER são dois indicadores que ajudam a perceber se a melhor opção é arrendar ou vender.
Explicamos como calcular cada um destes indicadores no artigo sobre opção de venda ou arrendamento de imóveis.
Seja qual for a sua decisão, é importante que seja sustentada em dados e não apenas em suposições. Desta forma, garante que arrendar se torna numa fonte significativa de rendimento e não num encargo maior do que o que já tem atualmente.
No final das contas, se arrendar não for a melhor decisão, pode sempre optar por vender a casa com a Listoo. Somos uma equipa especializada que apoia em todo o processo, desde a avaliação do imóvel até à escritura. Fale connosco:
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Especialista da equipa de vendas. Trabalha todos os dias por mais transparência no sector imobiliário.